Criticando - Uma Prova de Amor
"My Sister's Keeper"
Ano: 2009
Direção: Nick Cassavetes
Na verdade, a sensação que me resta em relação ao filme é uma grande incógnita. Carregado de uma carga dramática exagerada e melancólica, o longa insiste em fazer o tipo dramalhão e apelar para a emoção em qualquer que seja a situação. O resultado: uma sensação um tanto quanto desgostosa, apesar de, admito, adoro um filme exagerado.
Lançado em 2009, o filme conta a história de Anna (Abigail Breslin) concebida por fertilização in vitro, que nasceu com um único propósito por parte de seus pais: salvar a irmã mais velha, Kate (Sofia Vassilieva) que sofre de leucemia. Tudo ia muito bem, até que a garota resolve exercer seus direitos e contrata um advogado para exigir que seus pais deixem de usar seus orgãos e células para prolongar a vida da irmã. É a partir dai que começamos a conhecer a história dessa familía que, pouco a pouco vai se mostrando totalmente desiquilibrada pela doença de Kate e pelas dificuldades que todos tiveram que superar para tentar dar uma vida normal à ela. Sara (Cameron Diaz) fica totalmente indignada com a atitude da filha, e a partir de então as duas passam a brigar na justiça para ver quem tem razão.
No meio de toda essa confusão, e de situações eu diria dramaticamente utópicas, pouco a pouco a história vai se desenrolando e mostrando que, às vezes, as coisas são mais simples do que parecem ser, e que a razão de vários problemas pode ser uma só... Ou uma que nem imaginemos. Apesar de perder o fôlego em algumas sequências, o longa chega até o telespectador bem construído e cheio de personalidade. Nenhuma das cenas vem mastigada e pronta para ser digerida. Tudo deve ser decifrado e interpretado, para que finalmente possamos encontrar uma conclusão.
No quesito atuações, não há do que reclamar. Cameron Diaz mostra todo seu potencial (muito além das comédias aguadas ou dos filmes de ação) bem direcionada e bem dirigida, em sintonia com todo o elenco. Abigail Breslin e Sofia Vassilieva provam que talento não tem idade e que é possível emocionar e chamar a atenção mesmo sem muitos trabalhos no currículo. A direção é de Nick Cassavetes (que também dirigiu "Diário de uma Paixão") que apesar dos poréns, consegue realizar um trabalho uniforme. Finalmente, o que posso dizer é que se trata de um filme instigante, polêmico e exagerado, que comove e emociona do início ao fim.
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Danilo. Apaixonado por cinema. Desde Sempre. Estudante de Cinema e Audiovisual. “A luz produzia sons, a melodia gerava luz, as cores tinham movimento porque eram vivas; e os objetos eram a um tempo sonoros, diáfanos e suficientemente móveis para penetrar-se uns aos outros e percorrer num átimo toda a extensão”.
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