Criticando - Em busca da terra do nunca
Direção: Marc Foster
Ano: 2005
Johnny Depp, Kate Winslet, Dustin Hoffman, Julie Christie e Radha Mitchell estrelam esta história mágica. Aliás, palavra perfeita para descrever “Em busca da terra do nunca”, uma versão, de certo modo, um pouco fantasiosa da vida de James Matthew Barrie, autor do famoso clássico literário infantil “Peter Pan”.
James Barrie (Johnny Depp) encontra-se sem inspiração para escrever sua próxima peça, colocando em dúvida o futuro de sua carreira. Certa manhã, ao ir a um parque para escrever, como sempre fazia, conhece uma interessante viúva, Sylvia (Kate Winslet) e seus quatro filhos aos quais se sente imediatamente à vontade, o que acontece graças a sua bonita capacidade de imaginar e fantasiar como se fosse uma criança. Com brincadeiras e divertidas histórias, James cada vez mais se aproxima da família e sem perceber encontra inspiração para uma história que lhe parece magnífica, a história de Peter Pan, um garoto que desejou nunca mais crescer.
O filme aborda uma mensagem muito simples: a fantasia pode ser tão real, e necessária, quanto a realidade. E dessa forma, o estranho cavalheiro ajuda Sylvia, que ficara viúva há pouco tempo, assim como seus filhos, a enfrentar a vida e sobreviver de uma maneira muito mais doce e feliz. Sim, ironicamente, é com a fantasia que ele os ensina a enfrentar o real. Além do mais, o tom do filme é sempre inteligente e adulto, nunca bobo ou inconveniente, como acidentalmente poderia acontecer, assim como inspirador e extremamente emocionante, delicado e sutilmente sensível.
Kate Winslet está encantadora. Se o que é necessário é transmitir emoção, essa é, na minha opinião, a atriz perfeita. Johnny Depp também não poderia trabalhar melhor, assim com os já consagrados Dustin Hoffman e Julie Christie, e a australiana Radha Mitchell.
Falar sobre “Peter Pan” ou trabalhar com um elenco basicamente infantil, pode caracterizar um filme destinado, justamente, às crianças. Entretanto, “Em busca da terra do nunca” vai muito mais além. É um filme adulto, feito para adultos, mas que se permite fantasiar e ser tão colorido como o mais brilhante dos clássicos da Disney, sem em nenhum momento tirar os pés do chão.
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Danilo. Apaixonado por cinema. Desde Sempre. Estudante de Cinema e Audiovisual. “A luz produzia sons, a melodia gerava luz, as cores tinham movimento porque eram vivas; e os objetos eram a um tempo sonoros, diáfanos e suficientemente móveis para penetrar-se uns aos outros e percorrer num átimo toda a extensão”.
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